A escada que leva até a verdade  

Posted by Valeffort

IV. I - E a verdade é como uma escada, toda vez que progredimos quaisquer degrau, dois novos degraus aparecem a nossa frente.
II - Maldito é todavia, aquele que lê o tempo;
III - Esse por seu orgulho, tombara o mundo inteiro para dele possuir, e fazer-lhe uso fruto.
IV - A verdade absoluta explicaria como destruir as partículas do cosmo, e quem o manipular a leitura do tempo terá toda a criação, os mundos, as fendas, os não-nascidos, as coisas, as pessoas o visível e o encoberto em suas mãos.
V - A verdade liberta, todavia destrói; a verdade não é para todos, e nem todos podem ter, por isso foi escondida e está encoberta.
VI - E aquele que ler todas estás páginas certamente morrerá, pois quem destrói perece junto, a menos que a verdade esteja com ele antes da leitura.
VII - Nesse dia então eu Magus Magister Lero, entrei em estado de transis e progredi sobre a minha escadaria, e meu espirito carregou-me sobre as três marias.
VIII - A primeira delas era azul, já a segunda era verde, e a ultima era roxa.
IX - E elas estavam dispostas no centro de tudo;
X - Do centro de tudo partiam-se todas as distancias, e elas tangenciadas terminavam lá;
XI - E então lá estavam posicionadas, a primeira Maria chamava-se Chaúnna, e sobre sua pedra estava edificado o expelhum at reflexis.
XII - E a segunda Maria chamava-se Filabel, e sobre sua pedra estava edificada o lux at iluminaris.
XIII - E a terceira Maria chamava-se Mefir, e sobre sua pedra estava edificado os planus firmum.
XIV - E é o expelhum at reflexis, o espelho da reflexão, tinha em sua órbita massas de enxofre, oxigênio e zinco; e o oxigênio lhe oxidava, o enxofre o corroía e o zinco lhe preservava a particularidade; por fim o espelho se trincava e rachou e caiu e lá se fragmentou em milhares de pedaços que flutuavam na ausência do nada.
XV - E o lux at iluminaris, o astro iluminador, tinha em sua órbita massas inexprimíveis de formas escritas ou racionalizáveis de gás hélio e oxigênio, a qual estavam acessas e eram constantes chamas abrasadoras que se prostravam de frente a primeira das Marias;
XVI - E destas três a terceira Maria, sobre sua pedra nada que possuía era próprio, mas sobre ela a luz refletida da segunda sobre a primeira, tinham gerado todas as dimensões, tempos e mundos, todos os animais, todos os sonhos, todas as coisas e todos os todos, as estrelas dos céus, as águas e os iluminados;
XVII - Nem todos os espaços poderiam entretanto ser ocupados por que entre um fragmento e outro existem fendas, e essas fazem que os mundos tenham espaços entre si, e nessas cavernas negras e escuras, estão os não-nascidos, as consciências que existem, mas são apenas vontades.
XVIII - São embriões soltos do cosmo, que se gerarem força podem criar também, mas são vontades muitas vezes primitivas e instintivas conservam em si apenas visões oraculares sobre previsões futuras.
XIX - Então estes são os mundos, reflexões do expelhum at reflexis, sobre a luz do lux at iluminaris, sob as terras conhecidas como planus firmum, este por sua vez é a madre que aporta por dentro de tudo que é todas as coisas, que se modificam pela vontade inicial.
XX - Por tudo em verdade lhes afirmo, que fora do tudo existem milhares de outros todos que estão a se descobrir; são eles como sementes lançadas que estão a se desenvolver.
XXI - Pois todo o principio é demorado, mas se as coisas tomam rumo elas aceleram o ritmo e crescem.
XXII - Para que uma destas eternidades tome forma e se desenvolva elas devem buscar a verdade absoluta, e depois esconder dentro de si, esses sim são os não-nascidos.

COMENTÁRIOS;

Não foi fácil essa tradução levou dois anos para ficar completa e com nenhum erro, contudo a especificação desta descrição de Lero é muito confusa e os estudos sobre esta escritura estão sendo analisadas, este é mais um achado da biblioteca nacional.
Este capitulo quatro provavelmente é a continuação do "Inviratis Fundamentaleos" que é uma das divisões do Livro Antigo da qual Lero escreve a cerca da cosmologia, onde antes ele exalta o quão grande ela é.
Porém, neste quarto capitulo em suas 22 strofes, Lero descreve que mesmo sendo tão complexo e/ou grande e infinito, o cosmo ainda não é tudo é apenas uma parcela de um outro tudo onde ele está sendo refletido através das "Marias", as pedras que estão no centro de tudo.
Aborda mais sobre o tema do que é um "não-nascido", alerta também em alguns pontos sobre o leitura do Chronos o relógio da destruição no qual vemos nas menções.
Nas strofes II, III, IV vemos claramente e uma certa alusão na de número V.
Também vemos um alerta um tanto preocupante para que possamos continuar o nosso trabalho de pesquisa, que se encontra na strof de nº VI.
"E aquele que ler todas estás páginas certamente morrerá [...] a menos que a verdade esteja com ele antes da leitura." Cremos contudo, na licença poética, metafórica ou rúnica já que em muitos textos querem se esconder segredos e numa linguagem rúnica é bem provável, talvez represente um diagrama, o jeito é continuar a pesquisar.

This entry was posted on quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 at 13:29 . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

0 comentários

Postar um comentário