A escada que leva até a verdade  

Posted by Valeffort

IV. I - E a verdade é como uma escada, toda vez que progredimos quaisquer degrau, dois novos degraus aparecem a nossa frente.
II - Maldito é todavia, aquele que lê o tempo;
III - Esse por seu orgulho, tombara o mundo inteiro para dele possuir, e fazer-lhe uso fruto.
IV - A verdade absoluta explicaria como destruir as partículas do cosmo, e quem o manipular a leitura do tempo terá toda a criação, os mundos, as fendas, os não-nascidos, as coisas, as pessoas o visível e o encoberto em suas mãos.
V - A verdade liberta, todavia destrói; a verdade não é para todos, e nem todos podem ter, por isso foi escondida e está encoberta.
VI - E aquele que ler todas estás páginas certamente morrerá, pois quem destrói perece junto, a menos que a verdade esteja com ele antes da leitura.
VII - Nesse dia então eu Magus Magister Lero, entrei em estado de transis e progredi sobre a minha escadaria, e meu espirito carregou-me sobre as três marias.
VIII - A primeira delas era azul, já a segunda era verde, e a ultima era roxa.
IX - E elas estavam dispostas no centro de tudo;
X - Do centro de tudo partiam-se todas as distancias, e elas tangenciadas terminavam lá;
XI - E então lá estavam posicionadas, a primeira Maria chamava-se Chaúnna, e sobre sua pedra estava edificado o expelhum at reflexis.
XII - E a segunda Maria chamava-se Filabel, e sobre sua pedra estava edificada o lux at iluminaris.
XIII - E a terceira Maria chamava-se Mefir, e sobre sua pedra estava edificado os planus firmum.
XIV - E é o expelhum at reflexis, o espelho da reflexão, tinha em sua órbita massas de enxofre, oxigênio e zinco; e o oxigênio lhe oxidava, o enxofre o corroía e o zinco lhe preservava a particularidade; por fim o espelho se trincava e rachou e caiu e lá se fragmentou em milhares de pedaços que flutuavam na ausência do nada.
XV - E o lux at iluminaris, o astro iluminador, tinha em sua órbita massas inexprimíveis de formas escritas ou racionalizáveis de gás hélio e oxigênio, a qual estavam acessas e eram constantes chamas abrasadoras que se prostravam de frente a primeira das Marias;
XVI - E destas três a terceira Maria, sobre sua pedra nada que possuía era próprio, mas sobre ela a luz refletida da segunda sobre a primeira, tinham gerado todas as dimensões, tempos e mundos, todos os animais, todos os sonhos, todas as coisas e todos os todos, as estrelas dos céus, as águas e os iluminados;
XVII - Nem todos os espaços poderiam entretanto ser ocupados por que entre um fragmento e outro existem fendas, e essas fazem que os mundos tenham espaços entre si, e nessas cavernas negras e escuras, estão os não-nascidos, as consciências que existem, mas são apenas vontades.
XVIII - São embriões soltos do cosmo, que se gerarem força podem criar também, mas são vontades muitas vezes primitivas e instintivas conservam em si apenas visões oraculares sobre previsões futuras.
XIX - Então estes são os mundos, reflexões do expelhum at reflexis, sobre a luz do lux at iluminaris, sob as terras conhecidas como planus firmum, este por sua vez é a madre que aporta por dentro de tudo que é todas as coisas, que se modificam pela vontade inicial.
XX - Por tudo em verdade lhes afirmo, que fora do tudo existem milhares de outros todos que estão a se descobrir; são eles como sementes lançadas que estão a se desenvolver.
XXI - Pois todo o principio é demorado, mas se as coisas tomam rumo elas aceleram o ritmo e crescem.
XXII - Para que uma destas eternidades tome forma e se desenvolva elas devem buscar a verdade absoluta, e depois esconder dentro de si, esses sim são os não-nascidos.

COMENTÁRIOS;

Não foi fácil essa tradução levou dois anos para ficar completa e com nenhum erro, contudo a especificação desta descrição de Lero é muito confusa e os estudos sobre esta escritura estão sendo analisadas, este é mais um achado da biblioteca nacional.
Este capitulo quatro provavelmente é a continuação do "Inviratis Fundamentaleos" que é uma das divisões do Livro Antigo da qual Lero escreve a cerca da cosmologia, onde antes ele exalta o quão grande ela é.
Porém, neste quarto capitulo em suas 22 strofes, Lero descreve que mesmo sendo tão complexo e/ou grande e infinito, o cosmo ainda não é tudo é apenas uma parcela de um outro tudo onde ele está sendo refletido através das "Marias", as pedras que estão no centro de tudo.
Aborda mais sobre o tema do que é um "não-nascido", alerta também em alguns pontos sobre o leitura do Chronos o relógio da destruição no qual vemos nas menções.
Nas strofes II, III, IV vemos claramente e uma certa alusão na de número V.
Também vemos um alerta um tanto preocupante para que possamos continuar o nosso trabalho de pesquisa, que se encontra na strof de nº VI.
"E aquele que ler todas estás páginas certamente morrerá [...] a menos que a verdade esteja com ele antes da leitura." Cremos contudo, na licença poética, metafórica ou rúnica já que em muitos textos querem se esconder segredos e numa linguagem rúnica é bem provável, talvez represente um diagrama, o jeito é continuar a pesquisar.

Crônicas do Omega–Capítulo I  

Posted by Ramon de Souza in

Crônicas do Omega – Capítulo I

1.Silêncio! O tempo grita com o mais doce resquício de seu âmago! Veja, as ondas fluem, ardentes, irrequietas. O cântico é recitado uma última vez. Os trovões iluminam rostos disformes e criatura não-nascidas. É chegada a hora! O tempo hei de acabar!

2.É o dia em que o céu amanhece negro e o vento empurra com fulgor. E você saberá, que o relógio maldito está sendo usado novamente.

3.O solo virará frio e suas mentes perecerão em duas eras, pois Chronos sabe que aquilo já foi longe demais.

4.E os seres malditos mostrarão sua face vergonhosa; você os reconhecerá como os RuneEtlyr, “A Runa antiga”.

5.E criaturas obscuras convalescerão, deitarão em nossos corpos, e as fendas do tempo e espaço estarão grandes demais.

6.Tudo o que é sujo poderá passar e tudo que é virtude será exumada.

7.E as criaturas oriundas das fendas temporais virão atrás dos olhos-de-prata, para enfim regozijar de seus sangues malditos. Os não-nascidos do espaço marcharão, com tristeza nos olhos inexistentes.

8.Você conhecerá a dor, o sofrimento, e o desespero, pois é inevitável; você saberá nesses últimos tempos, a santíssima irá se sacrificar para salvar todos. E a tristeza será uniforme, ninguém escapará.

9.E foi pela consciência que tudo chegou ao fim; e ao longe se ecoou no universo um som já conhecido, era um tic-toc de relógio.


Comentários

Essa é a primeira página das “Crônicas do Omega”; foram encontradas três páginas no Rio de Janeiro, entre os arquivos da Biblioteca Municipal, mas apenas essa página foi traduzida por enquanto. As Crônicas do Omega referem-se ao fim do mundo.

Como podemos ver no primeiro versículo, o fim do mundo virá com a manipulação dos tempos em virtude do relógio maldito Chronos, pelas mãos dos Olhos-de-prata (RuneEtlyr). O cântico refere-se ás palavras mágicas usadas para fazer o relógio funcionar.

Todos saberão que o fim do mundo estará próximo, já que os céus estarão negros e haverão fortes rajadas de vento (versículo 2). Nós entendemos o versículo 3 como uma desordem no tempo cronológico; futuro e passado estarão juntos nesse dia.

Os RuneEtlyr finalmente sairão de suas tocas, a fim de enfrentar os não-nascidos do tempo e os do espaço; eles poderão passar para o nosso mundo facilmente, já que o uso exagerado do Chronos criará fendas temporais e dimensionais (versículos 4, 5, 6 e 7).

Os últimos versículos narram o desespero dos humanos em tal ocasião; haverá dor e morte nas batalhas, e a Santíssima irá se sacrificar para proteger todos.

Estamos pensando em organizar todo o nosso conhecimento sobre os RuneEtlyr e nosso próprio lado: a Ordem da Rosa&Cruz. Como já sabemos, nossa líder, a Santíssima, terá um papel importante nessas horas; queremos descobrir exatamente o que devemos fazer nesses tempos.


E você? Nos diga, o que gostaria que explicássemos no próximo encontro? Entre em contato conosco pelo Twitter, usando a hashtag #livroantigo para dizer o que você gostaria que a SÓFYOS explicasse. Pode também postar no nosso mural da página no Facebook.

Aguardamos sua ajuda para decifrar os enigmas do Livro Antigo!

O fundamento das coisas  

Posted by Valeffort


O FUNDAMENTO DAS COISAS;

I.                           I – O cosmo é a soma do todo;
II – E do todo cada coisa é uma parte; as plantas, os zunidos, os sentimentos, os grãos de areia, os homens, os céus, o que está acima deles, o pensável ou inimaginável, o tocado ou o impalpável, esteja visível ou oculto.
III – E juntos todas as coisas estão suspensas no firmamento da vontade, do desejo de quem lhes deu forma.
IV – E esse desejo somos nós, dele somos parte, nossa vontade em ser já existia antes do início eremos uma só vontade e fomos fragmentados, mas nos decompomos até virar a matéria inicial, para sermos transformados novamente.
V – Somos à força da nossa vontade e ela é forte em nossa força;
VI – Cada corpo delimitado, físico ou espiritual, possui em si parte do Atman - vontade que se fez real - inicial, o que desejamos no principio de tudo faz-nos ser tudo o que somos.
VII – E esse é o ciclo do cosmo, destruir e reconstruir, desmontar e montar novamente, a matéria nunca se perde, ele sempre regressa para onde começou, e regressa para onde ele teve fins.
VIII – Nosso Atman segue para o “voluspa” – a sala de criação – para que possamos em algum outro lugar sermos serventes; pois não nascemos para ser servidos, e sim para servir a vontade que foi primeiro.
IX - A vontade de preservação chama-se Atmalma, e esta em todos os seres delimitados.
X – A vontade de Atmalma em uma formiga indica-lhe que deve ser conveniente à si ajuntar para o inverno, assim para que essa não morra de fome.
XI – As zebras que fogem dos leões e leopardos, no meio do campo sabem que lhe é conveniente fugir para resguardar sua vida.
XII – E assim como no todo, tudo tem um por que;
XIII – Nem todos os porquês conseguiram ser explicados, ou nem sempre de forma clara, por que não somos o todo, somos apenas parte dele, então só sabemos a parte que nos convém da história; 
XIV - Não é dever de um único fragmento ser sozinho todo um grande vaso, mas sem o fragmento o vaso não seria o todo.
II.              I – A parte do Atman que sobre sua vontade fez-se visível como homem, dotou-se de inteligência e capacidade, mas só após a morte, quando o espírito se desliga do corpo e se liga com o meio o conhecimento é completo.
II – A alma só é ciente de todas as verdades quando está fora do corpo;
III – Somos como células interligadas, quando não temos delimitação para nos aprisionar e em fim estamos no estado original, quando só temos apenas a vontade de sermos, contudo nada somos, somos apenas desejos não completos em expansão.
IV – O corpo é uma caixa e dentro dele nossa alma é a partícula que está guardada.
V – Para nós são poucos anos, digo em natura humanum, desde o nascimento até a morte, entretanto para a alma equivale a duas eternidades.
VI – A primeira eternidade é a passiva, onde a alma concorda em permanecer no corpo para adquirir novas experiências, para que o cosmo prossiga em seu processo de expansão e transformação.
VII – A segunda é a cativa, a alma ao mesmo tempo em que aprende com o corpo em suas experiências físicas ela o destrói até que o mesmo não possa mais prende-la neste plano.
VIII – Até que ela volte a voluspa, e vire matéria para ser usada onde for necessário para que o mundo se mantenha equilibrado, pois o mundo não foi construído, ele esta em uma eterna construção.
IX – Nem todas as já verdades existem, as nossas sucessivas transformações e experiências são armazenadas no todo quando para lá regressamos, e voltamos novamente para continuar expandindo-nos como parte do tudo;
X - A matéria inicial era pouca, mas ela foi crescendo e se expandindo, e segue nessa órbita até hoje, para a eternidade.
XI – Tudo pode ser criado, tudo pode ser transformado, mas nada pode ser destruído.
XII – Nem todos podem construir, todos podem transformar, contundo ninguém pode destruir.
XIII – A vontade cria, a força aplica, a técnica molda, a ciência nos ensina, mas nenhum outro meio é propulsor da destruição; Pois, quem se destruiria? O cosmo não é suicida! A vida não se finda, não começa e não termina;
XIV – A vida nunca existiu, o que sempre existiu foi a vontade, a vontade não sente, mas ela pensa;
XV – Pela vontade se criou o entendimento, e não podemos destruir algo que a vontade criou;
XVI – Desfigurar não é destruir, desfigurar é remover o caráter da figura, entretanto quando uma coisa perde seu valor ela se torna outra.
XVII – Quem é forte e perde o valor então logo este é fraco;
XVIII – Quem é livre e perde o valor este então é pobre;
XIX – Assim completa-se o quadro das modificações.
XX – O valor perdido volta a voluspa e espera a decomposição do todo que era para voltar a ser tudo o que foi;
XXI – Se um papel é queimado, ele vira gás, pó e cinzas e até que o ciclo do desligamento da matéria ocorra plenamente o que estiver na sala da criação, esperara em repouso até que a sua matéria esteja completa para de novo ser usada.

III.                I – O cosmo não se baseia em tudo, mas tudo se baseia nele;
II – Sobre os seus métodos de criação, não se sabe a resposta, então qualquer explicação está correta.
III – O cosmo pelo cosmo se julga; o cosmo pelo cosmo se discerne.
IV – E dele somos parte, e como parte de nós podemos nos explicar, e explicando-nos estamos por parte explicando-lhe.
V – Então tudo começou com ele, e com ele tudo se iniciou, e o todo se fez e os meios são incertos, mas existiram.
VI – O estimulo do pensamento é uma priori da vontade, mas antes de perder as noites procurando as palavras que explicassem a criação, devesse perder meses que dirá anos, definindo tudo o que somos.
VII – O autoconhecimento é a chave da primeira porta para que possamos entrar a fundo sobre o que se esconde atrás da nossa primeira porta.  Este sim é o fundamento das coisas.



COMENTÁRIOS:

Este trecho do livro antigo foi encontrado entre os livros da biblioteca pessoal de Zaratrusta, um estudioso pacífico, que foi morto pela cobiça dos olhos humanos.
Ele relata a introdução indumentária da cosmologia, os princípios de Atman, Atmalma, Voluspa, Re-utilização da matéria de que tudo é feito;
E que tudo é feito da mesma matéria e nesta é a vontade inicial, que dotada de força criou tudo e tudo criou;
E essa vontade continua a criar e gerar em mudanças em todos e tudo;

Conforme o texto mediante ao capitulo 3 deste achado do livro "Inviratis Fundamentaleos" uma sub-divisão do livro antigo, comentasse que nós podemos nos julgar e perdoar-nos uns aos outros, por que somos iguais, e o que é igual, é inversamente proporcional para ser critico e auto-critico; nos somos a personificação da grandeza que nós gerou, e somos a grandeza geradora;

O capitulo contudo foi achado em fragmentos e muitas outras partes desse texto ainda ão de ser encontradas.
Outros relatos sobre esse grande achado, são diversas outras inspirações para compreensão de quem lê, contudo, é certo que a linguagem metafórica é deveras usada no texto.




Daqueles que vendem sua alma  

Posted by Ramon de Souza in

 

Daqueles que vendem suas almas – Sagrados Conselhos

 

E não tenhamos dó dos seres que vendem suas almas[¹]; pois eles respiram pela facilidade; eles buscam o caminho mais doce; eles escapam do treinamento árduo[²].

Pobre homem que chora, amaldiçoa sua vida e vira o alimento maldito[³]! E que suspira pela eternidade, clama pelo perdão do senhor e se afoga no mais fundo refúgio sombrio? São aqueles que vendem suas almas, que anseiam pelos desejos proibidos. Observem, e aprendam: eles se arrependerão pelo resto de suas imortalidades[4].


Comentários

Essa passagem foi encontrada e confiscada na casa de um feiticeiro (que, aliás, costumava trocar de residência de tempos em tempos, provavelmente como uma forma de escapar da justiça; ele costumava usar feitiços proibidos).

Fala sobre seres humanos que fazem contratos com demônios ou seres etéreos, perdendo assim suas almas em troca de benefícios (como podemos ver no trecho 1). Conforme Lero, esses humanos são malditos por escaparem do caminho natural e trilharem pelo caminho mais fácil da vida (2).

Essas pessoas estão destinadas a terem suas sanidades e almas devoradas pelo contratante (3). Apesar disso, sua vida em matéria será eterna, vagando nessa forma ou na forma de espírito etéreo (4).

Do clã dos Olhos-de-prata  

Posted by Ramon de Souza in

 

Do clã dos olhos-de-prata (RuneEtlyr) – Sagrados Conselhos

 

“Amaldiçoem, o clã dos olhos-de-prata! Eles são a essência do mal, eles são os traidores do tempo, eles são aqueles que não deveriam ser. São aqueles que roubaram o dom divino, são aqueles que guardam para si a virtude sonhadora! E os guardiões do tempo saberão a hora certa, pois o vínculo será quebrado e o tempo será rompido. E aqueles que já os abandonaram voltarão a caminhar com sangue maldito, e eles o amaldiçoarão; pois sabem que lhes é dado pouco tempo.

Queimem, ardam, sofram pelo pecado cometido! Sirvam de exemplo para todos aqueles que violam as leis naturais! E então haverá um dia, depois de vários amaldiçoados, que irá render-se ao destino e será acometido com a culpa. Esse será o perdoado, pelos meus filhos gentis, pelos guardiões do tempo, pelo relógio maldito que anseia pelas almas dos olhos-de-prata.

Afastem-se, do clã dos olhos-de-prata! Pois eles farão o caminho inverso, eles chamarão de volta os que já se foram, eles reagirão e lutarão contra os limites. Aguardem, e afastem-se; eles logo chegarão!”


Comentários

 

Essa passagem faz parte da seção do livro chamada “Sagrados Conselhos”, onde Lero traz pequenos ensinamentos, conselhos e provérbios sobre assuntos diversos. Foi o segundo trecho que encontramos, e estava no Texas, no meio de algumas ruínas.

 

A passagem “Do clã dos Olhos-de-prata” diz respeito á família de feiticeiros RuneEtlyr, que visivelmente era inimiga de Lero.

Os RuneEtlyr (antigamente chamados de "Olhos-de-prata graças a cor acinzentada dos cabelos e olhos dos membros dessa família) são um clã tradicional e antiguíssimo de magos, que atualmente espalha-se por mais de vinte países pelo mundo afora e representado pelo jovem Vincent RuneEtlyr (reside, atualmente, em Veneza, junto com seus mais fiéis aprendizes).

Conforme os ensinamentos de Lero, o primeiro RuneEtlyr (cujo nome ainda nos é desconhecido) usou de técnicas secretas para assassinar o deus Chronos; isso ocorreu logo após a criação completa dos mundos, tempos e espaços, quando os deuses da criação repousavam no vácuo.

O primeiro RuneEtlyr, com posse do coração de Chronos, criou um artefato mágico cuja aparência era de um belíssimo relógio; batizando-o com o mesmo nome do deus, o mago passou a usar tal relógio para controlar o tempo. Isso, conforme dizem os sábios e o próprio Lero, “romperá o ciclo e criará fendas temporais”, acarretando em uma desordem temporal e trazendo o fim de tudo.

Alguns de nós já foram designados para pesquisar sobre o clã RuneEtlyr, mas poucos descobrimos. Porém, ainda é cedo. Falta muita coisa para ser pesquisada acerca dessas pessoas, e se elas realmente possuem tal artefato mágico. Talvez, como diz Lero, “eles ainda chegarão”; talvez o clã esteja espreitando tudo para agira na melhor hora.

Outra coisa que nos intriga é a passagem “E então haverá um dia, depois de vários amaldiçoados, que irá render-se ao destino e será acometido com a culpa[…]”. Não sabemos bem o que quer dizer se render ao destino e se arrepender.

Acho melhor designar alguém especialmente para isso.

Prólogo do Infinito (Origem do Infinito Aeon)  

Posted by Ramon de Souza in

O Prólogo do Infinito – Origem do Infinito Aeon

“No início, só havia o nada. E do nada, tudo se fez.

A primeira existência era Chronos, o tempo. Chronos, o vazio. Chronos, o infinito que rodeava pelo nada á procura de um tudo.

Existia também Ananke, o fato, a realidade. Chronos e Ananke, em um encontro, deram o início. O início de tudo. Dos mundos e dos tempos. Tantos tempos e tantos mundos...

E, em uma linha fina no limiar entre o tempo e o espaço, um ser nasceu não sendo nascido. Uma existência pensante, que não era um deus, não era um demônio, não era um Deva, não era um Aeon. Era apenas alguém. Era apenas Magus Magister Lero, o primeiro e mais forte feiticeiro de todos os tempos e todos os espaços.

Os criadores de tudo ficaram curiosos com o poder vocacional de Lero, e com este fizeram contratos desconhecidos. Lero teve o poder de viajar entre os tempos e os espaços. O futuro. O presente. O passado. Todos os mundos e dimensões.

Lero, o sábio, foi registrando tudo o que via e acontecia em um livro. E pela vontade dos deuses, aquele livro seria sagrado, seria os ensinamentos (bíblia) para os outros da raça de Lero. Aquele era o Livro Antigo, que fala sobre o início e o fim. Que tinha as profecias. Que tinha a sabedoria e as virtudes.

E Ele sabia que todas as existências anseiariam por esse livro.”

Comentários

 

São com essas palavras que Lero identifica o Livro Antigo. Tal texto está escrito em Runas em um papel especial que servia de proteção para o livro, como uma “capa”. Infelizmente essa foi encontrada sem nenhuma página adicional (foi o 4º pedaço encontrado; estava em Viena, enterrado há mais ou menos 25 metros do solo, encontrado em perfeitas condições. Como já dito, não havia páginas, mas o papel estava até com a tira de um material semelhante ao couro, provavelmente usado para juntar as folhas com a capa).

Como podemos ver, esse “prólogo”, a explicação do que seria o livro, foi escrito em terceira pessoa (Lero fala de si mesmo como um terceiro elemento). Ele começa citando a história do início do mundo, a criação por parte do deus do tempo e da deusa da existência. Fala sobre como ele próprio surgiu das fendas tempo/espaço, e como viajou a fim de escrever um livro que mais tarde serviria de ajuda para nós.

 

Lero certamente sabia que procuraríamos por esse livro (e, julgando sua capacidade de viajar pelo tempo, sabería quando iriamos encontrar o mesmo). Isso me faz sentir manipulado, até mesmo enganado. É frustante todas as suas descobertas serem previstas por uma pessoa.

Prólogo – A história do Livro Antigo  

Posted by Ramon de Souza in

Se você chegou aqui agora, deve estar se perguntando: mas o que é o Livro Antigo?

Não se preocupe se você não sabe. Mas te aviso, era melhor que você não soubesse nunca sobre esse livro. Mas já que quer saber, eu lhe direi. Nós lhe diremos. Também não sabemos muito sobre ele, mas podemos compartilhar tudo o que conseguimos decifrar durantes todos esses anos de pesquisas.

Primeiramente, permita que nos apresentemos. Somos da Divisão de Pesquisa e Cultura SÓFYOS, um setor da Ordem Santa da Rosa&Cruz. Nosso principal trabalhar é pesquisar, estudar e manter informações antigas e culturas perdidas relacionadas ás nossas crenças.

E o Livro Antigo trata-se de nosso maior achado. Assim como as lendas diziam, o Livro Antigo, escrito por Magus Magister Lero, fala sobre absolutamente tudo de nosso mundo – e de outros também.

O livro ainda não está completo. Achamos algumas folhas e passagens em Veneza; outras, foram desenterradas na Flórida. Já enviamos uma equipe para buscar em São Paulo, existem bons indícios de que algumas poderão ser encontradas por lá também.

E eu estou aqui, e irei junto com você tentar decifrar tudo o que está escrito no Livro Antigo na forma de Runas antigas e primitivas… Ah, isso me aborrece. ´?E realmente difícil traduzir. Mas ficaremos bem.

Ok, que tal se começassemos pelo início? O “Prólogo do Infinito”, como foi nomeado (erroneamente; conforme meus estudos, a tradução perfeita para as Runas seria “Origem do Infinito Aeon”, mas, como tal passagem realmente assemelha-se á uma sinopse, o nome foi mantido assim). Essas são as palavras do próprio Lero, o primeiro mago, a primeira existência, o primeiro não-nascido, perfeito “Ǣion-ƫeles”, descreve o Livro Antigo.

Mas antes, eu preciso de alertar. E te perguntar.

O Livro antigo pode mudar a sua vida. Ele irálhe trazer uma nova visão do mundo, do início, do fim, e de todas as outras coisas ao redor de sua vida.

Você está preparado para conhecer a verdade?